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A
PROGRAMAÇÃO NEURO-LINGUÍSTICA VAI MUITO MAIS ALÉM QUE O PENSAMENTO
POSITIVO (uma
introdução à PNL, 2001) Não
é fácil contar em poucas palavras o que é a Programação NeuroLinguística,
ou PNL, como se diz de forma abreviada. No entusiasmo de transmitir de
forma rápida uma mensagem de novas perspectivas esconde-se o problema da
simplificação. A
PNL nasceu nos anos 70 na Califórnia como resultado das preocupações de
Bandler, especialista em matemática, computadores, e psicologia, em
colaboração com Grinder, professor de linguística. A pergunta básica
dos fundadores da PNL era: “qual é a diferença que faz a diferença
entre os que têm êxito e os que não têm?”. Desde
o começo esteve presente uma diferença básica em relação à ciência
oficial: importante não é a teoria ou a verdade, mas são os resultados
práticos. E assim nasceu uma das mais importantes, senão a mais
importante, ciência e arte da prática de eficiência no dia a dia,
aplicada a todos os ramos da vida por gestores, terapeutas, formadores,
trabalhadores na área social, professores, médicos e enfermeiros, e a
todos aqueles que, individual ou profissionalmente, estão empenhados em
tornar as suas vidas mais atractivas, eficazes e significativa para si e
para os outros. O
P de Programação, termo do mundo dos computadores, refere-se aos
programas mentais que consciente e inconscientemente nós mesmos criámos
e que são responsáveis pela maneira de como agimos. N,
abreviatura para Neuro, quer dizer que tudo o que nós pensamos, sentimos
e fazemos é um produto do que acontece no nosso sistema nervoso. L,
refere-se à Linguagem verbal e não verbal, ao código que organiza e dá
sentido às nossas sensações neurológicas e à expressão. A maneira de
como agimos está directamente dependente dos nossos programas. As
boas notícias: os nossos programas mentais são transformáveis! Claro que muita gente já sabe isso. Já se fala de pensamento positivo há muitos anos e no decorrer do tempo manifesta-se de nova forma. Mas o que não ficou muito claro é como é que isso se faz? Como se adquire e se mantém, com vistas a resultados a longo prazo, o pensamento positivo? Uma
importante base da PNL reside no conteúdo da frase: “o mapa não é o
território”. Cada
um interpreta a realidade à sua maneira. Os estímulos exteriores (o
território) são distorcidos, generalizados e (a maioria) omitidos.
Aquilo de que nos apercebemos é apenas o nosso mapa pessoal construído
à base de filtros - a nossa
forma específica de linguagem, as recordações, os nossos valores e
convicções, os meta programas psicológicos, as decisões tomadas, etc..
Deste processo resulta um representação interna (o mapa) que, por
sua vez, é influenciado e ao mesmo tempo influencia os nossos estados
emocionais e a fisiologia. Daí resulta um comportamento. Quer dizer, se
queremos modificar o comportamento, é questão de modificar a representação
interna, o mapa. A
PNL ensina a forma de manusear as pedras básicas do pensamento, o que se
traduz numa técnica conhecida como a “transformação das sub
modalidades das representações internas” (por exemplo, dê nova cor,
ou som, ou distancie o acontecimento de carácter negativo e passará a
vivenciá-lo doutra maneira). Só
esta técnica básica já seria em si suficiente para justificar o impacto
da PNL no mundo. Quer ter sucesso? - dê aos seus pensamentos as sub
modalidades do sucesso, e o seu sistema nervoso faz o resto. Claro que
isto é a base, mas apenas o começo. Claro que pode não ser suficiente. As
nossas representações do mundo estão directamente dependentes dos
filtros (fisiologia, decisões, recordações, convicções, etc. – a
nossa história pessoal). A
PNL modelou pessoas de sucesso como Perls (terapia gestalt), Satir
(terapia de famílias), Ericson
(renovador da hipnoterapia) e outros. A PNL possui técnicas excepcionais
ao nível dos filtros, ao nível
da transformação de convicções, reestruturação das recordações,
reenquadramento total da vida que permitem transformações pessoais a nível
muito mais radical. Falar
da PNL é falar de aspectos da PNL. Na PNL há diversas abordagens possíveis.
A PNL é todas estas abordagens mas, às vezes, é dado um acento especial
a uma abordagem em particular. Eis
as principais abordagens da PNL: -
Estudo da estrutura da experiência subjectiva, quer dizer, estudo dos
principais processos pelos quais pensamos o que pensamos, sentimos o que
sentimos e agimos como agimos. Nesta abordagem está central a descoberta
dos processos inconscientes que formam a totalidade das nossas sensações,
pensamentos e acções; -
Modelagem da excelência humana, parte do princípio de que o que alguém
é capaz de realizar de forma excepcional, cada um de nós é capaz de fazê-lo,
desde que esteja disposto a empregar a mesma estratégia mental e física.
Nesta abordagem a PNL concentra-se na construção de modelos copiados de
pessoas excepcionais na realização seja do que for, desde acordar todos
os dias bem disposto até à estratégia de santos ou génios. -
Tecnologia de comunicação connosco e com os outros, concentra-se nos
processos de como construímos para nós mesmos as mensagens de sucesso ou
fracasso, de esperança ou desespero; de como nos interpretamos o mundo e
de como reagimos aos outros com as nossas mensagens verbais e não
verbais. -
Atitude na vida, resume-se numa tomada de posição: tomar lugar à frente
no autocarro da vida, atrás do volante, ou ir atrás onde as massa se
apinham, ao sabor da vontade de outros e culpando outros de todos os
mal-estares da nossa má posição. Em PNL chamamos a isto, estar do lado
da Causa ou do lado do Efeito. -
Colecção de técnicas para transformação pessoal, significa, encontrar
o Todo, o processo que conduz a uma congruência cada vez maior entre
todas as partes do Ser, agir a partir das fontes mais profundas da existência,
crescer em Unidade. Nas
abordagens da PNL, a transformação pessoal e o crescimento individual
ocupam um lugar central. Não se trata dum sucesso simples qualquer mas
duma realização total como ser humano. Em PNL chamamos a isso “congruência”. Uma
congruência total como ser humano significa em PNL, uma harmonia entre
diversos níveis neurológicos. Falamos de “congruência” quando a
maneira de como me comporto no mundo está em harmonia com as minhas
capacidades e em harmonia com os meus valores e as minhas crenças
e convicções e em harmonia como eu sinto a minha identidade e
como experimento a minha transcendência, quer dizer, a minha missão em
relação a mim mesmo, aos meus amigos, à minha família, ao meu
trabalho, ao mundo, ao cosmos, a Deus, depende do modelo do mundo de cada
um. O
processo de harmonia, a busca de sentido, o encontro com a minha fonte
interior, com o Eu mais profundo, ou Deus, ou como lhe queiram chamar, de
modo que eu possa funcionar de forma congruente na minha vida privada em
casa ou com os amigos ou no meu ambiente profissional são, hoje em dia,
uma preocupação cada vez
maior na PNL. E claro que estes aspectos não se resolvem simplesmente com
uma dose de pensamento positivo.
A questão do pensamento positivo e do sucesso complicam-se mais porque não
temos a ver com uma pessoa única. Eu não sou simplesmente “eu”. Eu
sou um aglomerado de personalidades. Quantas
vezes não tomámos a decisão de fazer ou não fazer isto ou aquilo e o
“outro” em nós, age precisamente como uma personalidade autónoma? E
quanto mais a queremos subjugar, mais ela age de forma independente e
poderosa. A estas sub personalidades chamamos em PNL, de “partes”.
Habituámo-nos na nossa cultura, desde muito pequenos, a tentar esconder e
subjugar as “partes” que não nos agradam ou que socialmente são
menos aceitáveis, os nossos “demónios”. Cada "parte"
possui em si determinadas recordações, convicções e valores próprios,
programas especiais. É um conjunto de “outros” dentro de nós. Lutar
com estes “outros”, que afinal de contas somos nós mesmos, significa
“perder”. Ora
estes “outros” têm, segundo a PNL, uma hierarquia de intenções
positivas connosco. Não só é possível dialogar com estas “partes”
a caminho duma maior congruência pessoal, como é possível através
destas “partes”, empregando modernas técnicas da PNL, atingirem-se
estados que permitem transformações individuais com grandes implicações
positivas na vida profissional e privada. Ao
modelar pessoas excepcionais, os criadores e os continuadores da PNL foram
confrontados com princípios básicos, convicções, que formam, nestas
pessoas excepcionais, as bases da excelência. Estes princípios básicos
são em PNL nomeados os “Pressupostos Básicos da PNL”. Formam o
fundamento do edifício da PNL. Alguns
pressupostos são, por exemplo, como já formulado acima: “o mapa não
é o território (as palavras que empregamos não são os acontecimentos
ou assuntos que representam)”; outros pressupostos referem-se à relação
com as outras pessoas e à nossa comunicação em particular como, por
exemplo, “ respeite o modelo do mundo de cada pessoa”, e
“eu sou o único responsável pela minha comunicação com os
outros (o significado da comunicação é a resposta que se obtém)”.
Outro princípio: “O comportamento de alguém não é a pessoa (aceite a
pessoa, transforme o comportamento)”. E
muitos outros. Em
PNL pensa-se em termos de sistemas, isso significa uma atenção
extraordinária para a ecologia. A ecologia adquire em PNL um
significado muito maior que o habitual – todo o comportamento e
transformação devem ter em conta a harmonia global, as relações
internas entre as nossas “partes”, a nossa relação com os outros e o
mundo. Há sempre que ter em conta que toda a transformação particular
influencia o sistema. Uma transformção que vá contra um elemento dentro
do sistema leva facilmente à sabotagem da transformação. A
PNL é possivelmente, neste momento, uma das metodologias de transformação
e crescimento pessoal com mais sucesso no mundo. O que não é para
admirar. A PNL é uma metodologia da comunicação. Já só neste sentido
são as aplicações da PNL inumeráveis, pois como se diz em PNL, “é
impossível não se comunicar”. Como
crescimento pessoal a PNL acentua o processo. Não há fins, o fim é em
si mesmo o “caminho”. Definida
como a ciência e a arte da “modelagem da excelência”, a PNL está
sempre à procura das técnicas mais aprimoradas de desenvolvimento
pessoal,. A
PNL tem também a ver com a tomada de posição e responsabilidade
individual em relação a mim próprio e à nossa relação com o mundo.
É uma metodologia humana ao serviço do crescimento individual na vida
privada e no trabalho, na relação com os outros, para a criação dum
futuro melhor.
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